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Manifestantes contra Temer tentam fechar rua e políca responde com bombas de efeito moral em Belém

O protesto pedindo a renúncia do presidente Michel Temer em Belém foi reprimido pela Polícia Militar na noite desta quinta-feira (18) após um grupo de manifestantes usar tapumes de alumínio da obra de revitalização da Praça da República para tentar fechar a avenida Presidente Vargas e atirar pedras contra policiais. Os policiais da tropa de choque da PM responderam com spray de pimenta, balas de borracha e bombas de efeito moral para disperar a multidão e evitar o fechamento da via. A confusão, iniciada por volta de 20h40, encerrou por volta de 21h30 quando a multidão se dispersou por completo.

Hove correria, e pelo menos duas pessoas ficaram feridas, um deles com marcas de munição não letal. O SAMU foi acionado para socorrer o jovem, que não quis falar com a imprensa e não foi identificado pelos demais manifestantes.

Um suspeito de agredir policiais com pedras, que apresentava aparente ferimento na cabeça, foi detido mas posteriormente liberado após um homem, que se identificou como advogado ligado aos movimentos sociais, conversar com os policiais. Até o momento não existem informações sobre prisões.

Uma agência do Bradesco teve vidraças destruídas com pedradas. Dois policiais militares apresentaram ferimentos leves que teriam sido provocados pelo confronto com os manifestantes.

Protesto começou pacífico

O protesto começou por volta de 18h, de forma pacífica, quando centenas de pessoas ligadas a movimentos sociais e sindicais participam de um ato de pedindo a renúncia do presidente Michel Temer. O grupo se concentrou em frente ao mercado de São Brás, no centro da capital paraense, e saiu em marcha por volta de 19h. Segundo a organização, cerca de mil pessoas participam da passeata. A PM acompanhou o protesto desde o começo com 50 homens e viaturas, mas não divulgou estimativa de público. Por volta de 20h, os manifestantes chegaram na praça, e iniciaram o bloqueio as 20h40. O término do protesto ocorreu por volta de 21h30.

A manifestação foi convocada após reportagem publicada no site do jornal “O Globo” nesta quarta (17) informar que Joesley Batista entregou à Procuradoria Geral da República (PGR) gravação de conversa na qual ele e Temer falaram sobre a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato.

Manifestantes pedem eleições diretas

Antes do confronto com a polícia os manifestantes afirmaram ao G1 que o protesto tinha como objetivo mostrar indignação e pressionar o presidente, que em pronunciamento havia dito que não iria renunciar, a deixar o cargo. Segundo os manifestantes, a linha de sucessão – que aponta Rodrigo Maia como presidente em caso de renúncia – não deveria ser respeitada: seria necessária a convocação de novas eleições diretas para combater a corrupção.

“É o momento dos jovens aparecerem. Não basta vir apenas para as manifestações e ficar com os cartazes, calados. Agora é hora de falar. O movimento agora é de mostrar a nossa indignação com o que está acontecendo. Temos que mostrar para a sociedade que pequenas corrupções que acontecem no dia a dia, e que são aceitas socialmente, tem o mesmo peso das grandes corrupções. Os políticos são reflexo da sociedade. Agora o momento é de mudar esta condição é despertar o sentimento de justiça a todos”, disse a estudante Mayara Moreira.

“A política brasileira está com muitos casos de corrupção, e que não são exclusivamente de agora. A Lava Jato está investigando e trazendo à tona todos esses casos e mostrando a cara dessa classe política corrupta. Queremos alternativa. Não queremos políticos antigos com velhos vícios. Então, agora é o momento para mostrar a nossa insatisfação com este governo que vai contra o trabalhador. Ele disse que não vai renunciar, a gente diz que ele vai cair!”, afirma Viviane Reis, do movimento social Juntos à luta.

Fonte:G1
Foto: Arthur Sobral / G1 Pará


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