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São Paulo festeja resgate de jogadores desacreditados com ida à semifinal do Paulista

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Não foi só a classificação para a semifinal do Campeonato Paulista com a vitória por 2 a 0 sobre o São Caetano que o São Paulo festejou na noite da última terça-feira. O resgate de jogadores que estavam desacreditados também foi celebrado pela comissão técnica. Casos de Diego Souza, Nenê, Tréllez e Lucas Fernandes.

Os três primeiros foram contratados nessa temporada por escolha da diretoria de futebol – não foram pedidos de Dorival Júnior, que era o treinador – e chegaram com bastante expectativa. O clube investiu pouco mais de R$ 20 milhões na vinda do trio, mas em campo as atuações não justificaram os valores.

Já Lucas Fernandes é uma das joias da base do São Paulo. Entre os amigos, ele tem o apelido de “Profetinha” por lembrar Hernanes. Mas faltava demonstrar isso pelo time principal. As poucas atuações não deixaram boas impressões. Tinha apenas quatro jogos até a noite de terça-feira.

Diante do São Caetano, Nenê e Tréllez começaram como titulares, enquanto Lucas Fernandes e Diego Souza entraram no decorrer da partida. O primeiro substituiu Valdívia, um dos poucos destaques do time tricolor no ano, já no início do segundo tempo. De cara viu a torcida torcer o nariz para a mudança e chamar o técnico Diego Aguirre de “burro”. O segundo estava inquieto no banco de reservas e entrou aos 34 minutos, o que lhe daria pouco mais de dez minutos para mostrar algo.

Muito criticado pelas chances perdidas, Tréllez conseguiu fazer o primeiro tento dele pelo São Paulo na terça-feira. E foi um gol típico de atacante. Ele aproveitou uma bola recuada na fogueira para o goleiro Paes, conseguiu travar a tentativa do rival chutar e abriu o placar no Morumbi. Na comemoração, ajoelhou em campo e depois abraçou Aguirre.

Nenê deu ao time a dinâmica que faltou nos últimos jogos (especialmente contra o Palmeiras e o próprio São Caetano, no último sábado). Criou boas jogadas para servir o ataque, finalizou quando pôde e participou do segundo gol do time tricolor, dando o passe que possibilitou Lucas Fernandes cruzar para Diego Souza marcar o tento.

Aliás, finalmente o meia-atacante teve um lance digno de quem veste a camisa 9. Ele estava bem posicionado na área, livre dos marcadores, quando a bola foi cruzada. Teve a chance de pensar na finalização e cabeçou bem no canto da meta defendida por Paes. Na comemoração, arrancou a camisa ao vibrar.

Uma das criticas mais recorrentes a Diego Souza é que ele não vinha, em campo, justificando o número 9. Tampouco fazia atuações que mostrassem que a escalação como “falso 9”, isto é, um jogador com dinâmica para hora armar e hora ser o atacante finalizador, estava correta.

Já Lucas Fernandes ouviu muitas queixas de que não conseguia repetir no time profissional o mesmo brilho da base. Antes do duelo contra o São Caetano, ele teve chance de fazer isso com São Bento (só os reservas jogaram), Novorizontino, Mirassol e CRB (este jogo já sob direção de Jardine/Aguirre).

Diante do São Caetano, ele foi um dos responsáveis por ajudar a mudar o jogo. Tornou as coisas um pouco mais fáceis para o time do meio para frente. E participou do segundo gol. Foi ele quem deu a bola para Diego Souza marcar.

Todos os citados (e os demais jogadores) deixaram o duelo valorizados com o técnico e ganharam elogios públicos.

“Tínhamos que melhorar, e isso aconteceu. Eu fiquei feliz, me senti identificado com o time hoje. Cometemos erros técnicos, perdemos algumas situações, mas o que mais pedi para os jogadores foi atitude e determinação, e isso eu vi. Eu me senti bem. Os jogadores encontraram uma resposta de atitude que vamos por aí”, disse Aguirre.

“Hoje o Diego Souza entrou de número nove e decidiu o jogo. Mas se a bola iria para fora, ninguém ia falar que o cabeceio foi perfeito. Futebol é ganhar. Hoje merecemos. É importante para essa nova etapa que está começando. Faz menos de uma semana que estou trabalhando, tive três treinos. Eu me senti feliz por isso, pelos jogadores rapidamente entenderem que tem de deixar tudo em campo para ganhar”, completou o técnico em outra resposta.

A expectativa agora é ver se o quarteto conseguirá manter esse bom momento e quantos outros jogadores Aguirre ajudará a recuperar. Vale lembrar que a torcida tem cobrado uma melhora de Jucilei, Petros, Cueva…

Fonte:Espn