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Operação Carnaval tem ações preventivas nos balneários

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Os balneários foram a pedida de muitos foliões e também de quem preferiu o descanso à agitação dos blocos nesse feriado de Carnaval. E para garantir a tranqüilidade de todos, o Corpo de Bombeiros Militar do Pará manteve um trabalho intensivo nas praias, estradas e também no percurso dos blocos. As principais ocorrências registradas no período foram de acidentes com animais marinhos e de mal estares súbitos, apesar das orientações prestadas ao público.

Na tarde de domingo (12), na praia de Alter do Chão, a equipe de guarda-vidas foi acionada para atender uma banhista que sofreu um ataque epilético. A jovem foi encaminhada ao posto de saúde da vila. Também na mesma região, um condutor de lancha ultrapassou a área reservada a banhistas. Profissionais do CBMPA intervieram para evitar qualquer tipo de incidente.

Nas praias de Colares o feriado foi marcado pela tranqüilidade. A atuação dos Bombeiros se restringiu apenas a orientações dos banhistas e contou com o apoio da Prefeitura da cidade e das Polícias Civil e Militar.

O sub-tenente Marcelo Santos destacou o reforço do trabalho preventivo para manter a situação em ordem. “Tivemos o suporte de seis militares e dois socorristas devidamente preparados para atender qualquer tipo ocorrência, como os acidentes com animais marinhos, muito comuns nesta área. Mas até o momento o serviço está bem tranqüilo”, completou.

Na praia da Aldeia, em Cametá, e na praia Grande, em Salvaterra, também foram registrados casos de acidentes envolvendo animais marítimos, especialmente arraias. Em Algodoal, que nesta segunda-feira recebeu um público estimado em 450 pessoas, o único atendimento feito pelo CBM foi a uma queimadura causada por água viva, mas sem gravidade. Na praia da Barra Velha, banhistas relataram ferimentos causados por bagres.

As praias de Outeiro receberam quase duas mil pessoas nos dois últimos dias do feriado, mas por lá também não houve ocorrências mais graves.

Carnaval de rua – O Corpo de Bombeiros também destacou militares para atuar durante os carnavais de rua com serviços de prevenção, procedimentos básicos e operacionais. O objetivo é contribuir para preservação da ordem pública e segurança dos envolvidos, nos pontos de maior vulnerabilidade a acidentes.

O município de Abaetetuba recebeu maior atenção por causa do fluxo intenso de foliões que foram em busca da programação cultural, que contou com atrações nacionais. “Estamos com uma grande estrutura para prevenção de acidentes composta por viaturas de incêndio, salvamento e resgate, além do efetivo de reforço de Belém. Também temos um posto em que fazemos atendimento pré-hospitalar e o apoio da Secretaria de Saúde do município.”, explicou o Major Hugo Cardoso, comandante do quartel de Abaetetuba.

No município de Cametá, o Carnaval de rua começou no final de semana e reuniu cerca de 15 mil brincantes. O “trabalho de prevenção está sendo desenvolvido desde o dia 10, até o momento não houve nenhuma ocorrência com gravidade, apenas ações de orientação para os foliões, registro de coma alcoólico e males súbitos”, relatou o Sargento Antônio S. Viana.

Na estrada – A barreira de Santa Rosa, foi supervisionada pelo Grupamento de Salvamento e Emergência (GSE), “O serviço é de grande importância pois o gerenciamento e supervisão das barreiras  garantem o complemento do serviço em relação à materiais de apoio para acidentes com vítimas presas nas ferragens de automóveis e no suporte de desencarceramento”, relatou o tenente Luiz da Cunha.

Nas estradas, especificamente a que dá acesso ao um município de São Caetano de Odivelas (PA-140), houve um acidente com moto. O condutor da motocicleta sofreu ferimentos leves e recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros.

Em Santarém, outra ocorrência envolvendo motociclistas resultou em escoriações leves e suspeita de fratura na costela. O condutor recebeu os primeiros socorros e foi conduzido por familiares para o hospital da cidade.

Em Cametá, Caraparu, Ourém, São Domingos do Capim, Cotijuba, Moju, Breu Branco, Abaetuteba, Barcarena, Ajuruteua, São Miguel do Guamá, Tucuruí, Peixe Boi, Marudá, Vigia, Caripi, Joanes, Icoaraci também não foram registradas ocorrências. Nesses balneários foram repassadas apenas orientações aos banhistas.

Em Vigia de Nazaré, por ocasião do desfile de blocos carnavalescos, entre os dias 9 e 13 de fevereiro, o efetivo do 17º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM) foi chamado  a inspecionar os trios elétricos e checar as documentações necessárias para o funcionamento destes veículos.

Diversos órgãos de segurança pública, como as Secretarias Municipais de Cultura, Transporte e Saúde,  se reuniram visando organizar e cobrar responsabilidades dos donos de blocos, escolas de sambas e trios elétricos.

Os proprietários apresentaram as documentações de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), mecânica e elétrica nas Seções de Atividades Técnicas (SAT). Também assinaram os termos de responsabilidades referentes aos equipamentos mecânicos e elétricos.

As instalações de palco, camarotes e arquibancadas foram vistoriadas, bem como a capacidade máxima de público em cada local. Um termo de compromisso com orientações foi encaminhado ao secretário de Cultura do município para que fizesse cumprir as normas técnicas.

Vigilância redobrada em Vigia

Aproximadamente 50 mil pessoas foram às ruas de Vigia no domingo (11). Já na segunda (12), a estimativa é que cerca de 170 mil pessoas tenham passado pelo corredor da folia arrastados pelos dois mais famosos blocos da cidade: os Cabrasurdos e as Virgienses.

Um dos balneários de Vigia mais procurados por banhistas em feriados, o de Santa Rosa, recebeu nesta terça-feira (13), quase 300 pessoas. Uma equipe de guarda-vidas e socorristas, todos do quartel local, mantiveram a atenção redobrada, principalmente sobre as crianças.

O balneário de Caraparu, em Santa Izabel, oferece passeios de canoa e caiaque. Por isso, os proprietários foram orientados a trabalhar com coletes e outros equipamento de segurança. “Apesar de ser um local tranqüilo, esta é uma área muito frequentada por famílias, por isso procuramos orientar os pais quanto ao risco de afogamento”, relatou o Sargento Djalma.

Texto: Joyce Assunção e Carlos Yury (Ascom CBMPA)

Por Vivian Rosa Leite
Fonte:Agência Pará