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Cristiane Brasil entra com novo recurso no TRF-2 contra liminar que impede posse

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A deputada Cristiane Brasil (PTB) entrou com novo recurso no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) para derrubar a liminar que impede sua posse no Ministério do Trabalho.

Cristiane Brasil já disse que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) através da Advocacia Geral da União (AGU), no mesmo dia em que o próprio TRF-2 indeferiu o pedido de suspensão da liminar.

O Movimento dos Advogados Trabalhistas Independentes, que propôs a suspensão da posse, já respondeu ao recurso no TRF-2. Na análise do grupo, o julgamento pode ocorrer ainda nesta quarta. A reportagem questionou se a Corte julgará o caso ao longo do dia, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

No recurso, os advogados da deputada citam “a ilegal e abusiva” decisão judicial e dizem que a multa pecuniária imposta pelo juízo, de R$ 500 mil, é “escorchante”. A defesa pede ainda que o recurso seja distribuído para o desembargador Sergio Schwaitzer.

Cristiane Brasil tem condenação trabalhista

Como mostrou o G1 na semana passada, Cristiane tem dois processosna área com ex-motoristas que alegam ter trabalhado sem carteira assinada. Em um deles, foi condenada a pagar R$ 60,4 mil a Fernando Fernandes Dias, que prestava seviços para ela e a família. Como parte do valor ainda não foi pago, a deputada teve o nome incluído no BNDT.

A Justiça entendeu que o funcionário da deputada não teve a carteira de trabalho assinada e deveria receber pelas férias, aviso prévio e gratificações natalinas. O juiz Pedro Figueiredo Waib, que condenou em primeira instância, concordou com a tese da ação de que a carga horária era de quase 15h por dia.

Em outro processo, assessora pagou dívida

A dívida com outro funcionário, conforme mostrou o jornal “O Globo”, foi debitada por uma antiga funcionária da deputada. Nove das 10 parcelas de R$ 1,4 mil para o motorista Leandro Eugênio de Almeida Moreira foram pagas por Vera Lúcia de Azevedo.

Fonte:G1
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil