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Indústria cresce 4,7% e tem melhor novembro desde 2010

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A produção da indústria brasileira cresceu 4,7% em novembro de 2017 frente a igual mês do ano anterior, divulgou nesta sexta-feira (5) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a sétima taxa positiva consecutiva nessa base de comparação e a maior para novembro desde 2010, quando o avanço havia sido de 5,3%.

Na comparação com outubro, na série com ajustes sazonais, a atividade industrial aumentou 0,2%, o terceiro número positivo seguido. Com isso, o ganho acumulado chegou a 0,9% em três meses.

O IBGE revisou o dado de outubro de uma alta de 0,2% para 0,3% na comparação com o mês imediatamente anterior.

Segundo o gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo, os três resultados positivos seguidos, de setembro a outubro, têm influência sazonal, considerando o natal, além de uma relação direta com a melhora da economia de modo geral.

“As vendas com vistas ao final do ano, muito alavancadas pela melhora da demanda doméstica com aumento da ocupação, aumento da renda real e uma inflação mais comportada, dão um pouco de entendimento das razões dessa produção industrial ter tido resultados positivos especialmente para bens de consumo durável”, disse o pesquisador

No acumulado do ano até novembro, a produção industrial teve alta de 2,3%. Já em 12 meses, o avanço foi de 2,2%, o melhor resultado desde setembro de 2013, quando o crescimento havia sido de 2,3%.

Recuperação lenta

Dos 11 meses de 2017 avaliados pelo IBGE, somente dois tiveram resultado negativo na produção industrial – março e agosto. Isso sugere, segundo Macedo, que a indústria brasileira tem se recuperado, embora com lentidão.

“A magnitude do crescimento dá um pouco essa leitura de recuperação gradual. Claro que há uma melhora de ritmo da produção, mas os resultados positivos ainda ficaram muito próximo da margem”.

O pesquisador destacou que em termos de patamar de produção, em novembro a indústria ficou 16,7% distante de seu pico histórico, registrado em junho de 2013. “Mas, ainda assim, é o melhor patamar desde outubro de 2015”.

Resultados da indústria indicam ‘recuperação lenta e gradual’ do setor, aponta IBGE

Desempenho mês contra mês

De acordo com Macedo, do IBGE, dentre as grandes categorias econômicas, a de bens de consumo duráveis, com destaque para os automóveis, e a de bens intermediários, em especial a metalurgia, celulose e parte da produção de alimentos, foram as principais responsáveis pelo avanço da produção em novembro, no confronto mensal.

Altas nas grandes categorias

  • Duráveis: 2,5%
  • Bens intermediários: 1,4%
  • Bens de capital: 0,0%

Baixas nas grandes categorias

  • Bens de consumo: -0,7%
  • Semiduráveis e não duráveis: -1,6%

Doze dos 24 setores pesquisados pelo IBGE apresentaram crescimento na produção na passagem de outubro para novembro. O gerente da pesquisa apontou que o maior destaque foi na produção de farmoquímicos e farmacêuticos, que avançou 6,5%) e acumulou ganho de 26,6% nos dois últimos meses. Com isso, este ramo industrial eliminou parte da perda de 18,5% registrada em setembro.

Principais altas por setor

  • Produtos farmoquímicos e farmacêuticos: 6,5%
  • Celulose, papel e produtos de papel: 2,3%
  • Metalurgia: 2,2%
  • Perfumaria, sabões produtos de limpeza e higiene pessoal: 1,9%
  • Produtos alimentícios: 0,7%

Principais baixas por setor

  • Bebidas: -5,7%
  • Confecção de artigos de vestuário e acessórios: -5,8%
  • Produtos diversos: -9,0%
  • Máquinas e equipamentos: -1,4%
  • Veículos automotores, reboques e carrocerias: -0,7%

Fonte:G1