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Sábado, Janeiro 20, 2018


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Por que o Flamengo ainda não ter contratado não é surpresa

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O torcedor do Flamengo que entra nos sites esportivos se faz sempre a mesma pergunta: “Onde estão as contratações?”

Pois saiba que isto não é surpresa nenhuma se compararmos 2018 com os últimos três anos do clube da Gávea.

Desde que o diretor de futebol Rodrigo Caetano chegou ao time rubro-negro, no início de 2015, a maioria esmagadora dos reforços do Flamengo chegaram a partir de quase da metade do ano.

O primeiro deles e talvez um dos mais badalados foi Paolo Guerrero. O atacante peruano, que havia dito à oportunidade que não trocaria o Corinthians por nenhum time brasileiro, foi contratado em maio. Depois, em julho, Éderson chegou para assumir a camisa 10 eternizada por Zico.

Mesmo com esses jogadores, o Fla terminou o Brasileiro daquele ano apenas na 10ª colocação e chegou a flertar com a zona de rebaixamento. Na Copa do Brasil, novo mau resultado: parou nas oitavas, ao perder para o grande rival Vasco da Gama.

Em 2016 foi a mesma história. Afinal, chegaram o zagueiro Réver e o meia Diego, em junho e julho daquela temporada. Nada que o capitão e o habilidoso ex-santista pudessem mudar o fato da equipe ter sido desclassificada pelo chileno Palestino, nas oitavas da Copa Sul-Americana, caído na segunda fase para o Fortaleza na Copa do Brasil e ter terminado o Brasileirão em terceiro lugar, mesmo tendo brigado pelo título junto com o Palmeiras.

No ano que passou, o planejamento mais uma vez foi atrasado, mas, desta vez, o gasto foi ainda maior. Diego Alves desembarcou da Espanha com pompa e sendo um dos goleiros mais pedidos para integrarem a seleção brasileira de Tite após boas temporadas pelo Valencia; Rodolpho, ex-São Paulo e Grêmio, veio para ser titular da zaga rubro-negra; Éverton Ribeiro chegou dos Emirados Árabes com a função de dividir a badalação com Guerrero e Diego; Geuvânio, por fim, foi contratado por empréstimo após curta passagem pela China.

Mesmo com o elenco mais recheado do futebol brasileiro, ao lado do ricaço Palmeiras, o Fla não passou de resultados melhores além do título Carioca. Na Copa do Brasil e na Copa Sul-Americana, acabou com o vice-campeonato ao perder para Cruzeiro e Independiente, da Argentina, respectivamente. No Brasileiro, ficou apenas com a sexta colocação. E isso tudo sem levar em conta o vexame na Libertadores, quando acabou sendo eliminado precocemente na fase de grupos.

Em 2018, a tendência é, inclusive, que nada mude. Em entrevista ao programa Bem, Amigos, Rodrigo Caetano afirmou que o Flamengo não tem tanto dinheiro quanto às pessoas pensam e que o clube não irá ao mercado no início deste ano.

“Algumas dessas contrações realizadas no meio do ano a gente entende que terão uma melhora de performance. E que fique claro, o Flamengo tem hoje muita responsabilidade nos seus compromissos, está entre as quatro ou cinco (maiores) folhas de pagamento do Brasil, é fato, mas o Flamengo não tem capacidade de aquisição como muitos aqui apregoam. O Flamengo só vai poder, quem sabe, adquirir jogador numa venda de outro”, disse.

Segundo o próprio Caetano, a estimativa é que o Fla tenha só R$ 5 milhões para gastar com reforços.

O dirigente até fez a mea culpa e citou Éverton Ribeiro como exemplo para as contratações virem apenas no meio do ano e terem mais dificuldades de darem certo.

“Esse é o dilema, é o problema quando você traz jogadores em meio de temporada aqui e final de temporada lá. Ele entraria de férias, e aqui ele estende o seu trabalho no mínimo até o final de ano”, afirmou.

O jogador mais perto de chegar ao Flamengo é Zeca. O lateral-esquerdo afirmou recentemente que tem um acerto verbal com o time carioca e que falta apenas a assinatura do contrato. Entretanto, o clube ainda tem receio de anunciar a negociação, uma vez que o campeão olímpico com a seleção brasileira em 2016 está envolvido em um imbrógilo jurídico com o Santosm que pretende uma compensação financeira para liberá-lo.

Fonte:Espn