Início Esporte Pará Presidente do Papão fala do critério para os reforços; aspecto financeiro atrapalha

Presidente do Papão fala do critério para os reforços; aspecto financeiro atrapalha

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O presidente do Paysandu, Tony Couceiro, recebeu três sócios torcedores do clube e respondeu perguntas referentes à gestão bicolor. Um dos assuntos foi o critério de contratações de jogadores, alvo de críticas no trabalho da Novos Rumos, grupo que participa da administração bicolor desde 2013 e que nesta temporada foi responsável por 34 anúncios de reforços. Segundo o mandatário, um grupo é responsável pelas indicações e avaliações dos atletas, e o aspecto financeiro também é determinante.

– Nós temos uma equipe multidisciplinar para contratar. Os profissionais contratados para isso e os não profissionais, que são dirigentes que não vivem do futebol. É feito uma conferência, cada um traz os nomes que tem para indicar. Nós fazemos uma triagem com o nosso departamento de desempenho, a fisioterapia e medicina levantam o histórico de contusão, lesão e jogos, e a comissão técnica, que precisa saber se tem o encaixe no modelo de jogo do técnico – falou Tony, em entrevista à TV Papão.

– Após tudo isso, é dado o cartão verde na parte técnica e nós vamos para a negociação financeira. É importante frisar que o Paysandu é grande em torcida, mas é médio em recursos financeiros. Nós temos um orçamento pré-determinado, é feito dentro dessa nossa capacidade financeira.

Tony Couceiro também falou dos investimentos nas categorias de base do Paysandu, que ainda está abaixo do ideal, mas ajudou a revelar o lateral-direito Yago Pikachu que, apesar de não ter proporcionado um retorno financeiro na negociação com o Vasco, foi um dos principais jogadores do Lobo nos últimos anos. O presidente ratificou as dificuldades na revelação de atletas, mas também falou dos avanços no setor.

– Minha nota pro investimento na base é cinco. Do ano passado para esse nós aumentamos muito as categorias de base. Hoje nós temos 25 profissionais trabalhando, duas casas alugadas para os atletas morarem. Sabemos que ainda não é o suficiente, temos que melhorar muito. Hoje o Paysandu investe aproximadamente R$ 1,2 milhão na base por ano. É pouco perto de um Corinthians que investe R$ 50 milhões por ano. A gente precisa melhorar.

– O meu entendimento é que se a categoria de base der dois ou três atletas por ano para o profissional ela se paga. Não quer dizer que eles vão jogar, mas podem ser vendidos. O futuro do Paysandu, com o investimento que nós vamos ter em CT (centro de treinamento), vai reforçar a categoria de base. Muitos clubes sobrevivem da base. Nós temos essa falha, mas o pensamento é investir gradativamente, sempre dentro da responsabilidade financeira que o Paysandu tem hoje.

No final, Tony falou do seu trabalho como presidente do Paysandu. Antes vice-presidente de operações, ele assumiu o cargo em julho, depois da renúncia de Sérgio Serra. O engenheiro disse que pretendia concorrer à presidência no final de 2018, que apenas adiantou os trabalhos à frente do clube e que se sente preparado para exercer a função.

– Assumir o cargo nessa situação foi triste, depois de uma renúncia, ninguém nunca quer isso. Eu seria o candidato na próxima eleição, na verdade a gente adiantou esse cronograma em um ano e meio. Ninguém me obrigou a estar aqui. Fui candidato e eleito, a minha responsabilidade é a mesma. Não posso dizer que recebi assim, assado, eu era vice-presidente e responsável por tudo o que acontecia. Faço parte da diretoria desde o Vandick e estou preparado para ser presidente do Paysandu. As dificuldades vão acontecer de qualquer jeito, em qualquer ano. Pode ser mais difícil, mas o nosso papel é esse.

Fonte:G1
Foto: Fernando Torres/Paysandu