Início Esporte Pará Paysandu será novamente julgado no STJD por desordem e discriminação homofóbica

Paysandu será novamente julgado no STJD por desordem e discriminação homofóbica

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O Paysandu voltará a ser julgado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por denúncia de desordens e discriminação homofóbica. Em sessão realizada no dia 19 de julho, pela terceira comissão disciplinar do órgão, no Rio de Janeiro, o Papão foi absolvido por unanimidade na acusação de preconceito de orientação sexual e sofreu uma multa de R$ 7,5 mil pela confusão nas arquibancadas da Curuzu, no final do jogo contra o Luverdense. Entretanto, a Procuradoria recorreu ao Pleno, solicitando um aumento na punição e o clube paraense passará por um novo julgamento nesta quinta-feira, a partir das 11h.

Na audiência anterior, o Paysandu foi absolvido no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de “Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”. O clube poderia ser multado entre R$ 100 e R$ 100 mil e punido com perda de até 10 mandos de campo. Essa foi a primeira vez que um time do futebol brasileiro recebeu uma denúncia por preconceito de orientação sexual.

Na acusação referente ao artigo 213, inciso I, parágrafo 1º do CBJD, “Não garantir a prevenção ou repressão das desordens”, a multa de R$ 7,5 mil foi revertida em cestas básicas para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Belém. O árbitro gaúcho Jean Pierre Gonçalves Lima, que informou em súmula que não houve nada de anormal na partida, também foi absolvido.

Entenda o caso:

A confusão na arquibancada da Curuzu iniciou depois do jogo entre Paysandu e Luverdense. Um grupo de torcedores, a caminho de deixar o estádio, teria decidido tirar satisfação com membros da Alma Celeste por, além de declarar apoio no combate à homofobia, ter estendido uma bandeira de arco-íris durante o embate contra o Santos, no Mangueirão, pela Copa do Brasil, em maio. A atitude rendeu à BAC o Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, dado pela organização da Parada Gay de São Paulo.

Fonte:G1
Foto: Fernando Torres/Paysandu